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Como ser feliz, de acordo com a Ciência?

Atualizado: 30 de Out de 2019


Todos nós temos uma coisa em comum: QUEREMOS SER FELIZES!!! E de acordo com a Ciência Comportamental podemos ser mais felizes seguindo algumas dicas, como estas:



Tenha relacionamentos de qualidade!

Qualidade é diferente de quantidade! Uma pessoa pode ter diversos “amigos”, mas isso não significa que sejam relações profundas. Você não precisa ter dezenas de amigos, o que realmente faz a diferença é ter pelo menos UM amigo ou parceiro, ao qual podemos confiar e expressar nossas emoções sem medo de rejeição.


Cultive amizades verdadeiras, pois pesquisas estimam que os impactos negativos à saúde, de se ter um relacionamento social ruim ou limitado, são equivalentes a fumar quinze cigarros por dia (Holt-Lunstad & Smith, 2012).




Tenha momentos de lazer!


Foi concluído pela Associação Americana de Psicologia que quando alguém se envolve em atividades recreativas, mesmo não tendo uma “vontade” inicial, ela tenderá a apresentar maior satisfação na vida, em comparação com alguém que só se envolve em atividades quando sente “vontade”.


Então saia para caminhar, encontre seus amigos, faça algo divertido mesmo não tendo motivação para fazê-lo! A motivação poderá surgir depois que você iniciar a atividade, e se você esperar a “vontade” aparecer, poderá acabar esperando para sempre.



Ajude o próximo!

Você pode achar que fazer algo pelos outros não trará nenhum retorno, mas as pesquisas mostram que somos recompensados pelos resultados psicológicos que os atos de benevolência produzem em nós.


Ser benevolente produz emoções positivas e nos faz significativamente mais felizes (Leaviss, Uttley, 2015; Nelson, Layous, Lyubomirsky, 2016; Dunn, Aknin,Norton, 2008).






Não leve seus pensamentos tão a sério!


Estudos revelam que quando não temos a habilidade de perceber nossos próprios pensamentos, mais acreditamos neles. E quanto mais se percebem os pensamentos, principalmente os negativos, menor é o impacto que eles têm na nossa vida.


Então já sabe, feche os olhos por alguns momentos para observar seus pensamentos! Faça isso algumas vezes por dia.




Tenha um propósito de vida!


Acordar cedo todas as manhãs não é fácil, ainda mais se você levanta para fazer algo que não ama. Descobrir seu propósito de vida é a chave para se sentir útil, produtivo e realizado. Se você ainda não descobriu o que te motiva, te convido a sair da inércia e ir atrás, afinal nunca é tarde para perseguir seus sonhos.






Seja gentil com você!


Ser gentil com os outros é ótimo, mas sabe o que é melhor? Ser gentil consigo mesmo! Não basta tratar os outros bem se você se critica e se julga o tempo todo. Seja compreensivo consigo mesmo e se perdoe por erros que cometeu, afinal, estamos nesse mundo para aprender, e não para julgar.







Não tente se livrar das suas emoções!


Quando tentamos lutar contra as nossas emoções negativas mais intensas elas ficam. Sentir tristeza, ansiedade ou raiva é algo normal, mas muitas pessoas tentam suprimir essas emoções usando drogas ou se distraindo, evitando encarar o problema. Não evite as suas emoções, sinta-as e aprenda com elas.




Faça exercícios físicos regularmente!


Pode parecer clichê dizer que fazer exercícios físicos regularmente faz bem para a saúde. E não são apenas benefícios para o corpo, mas também psicológicos. Vários estudos mostram que o exercício físico é tão eficaz no tratamento da depressão quanto a medicação, especificamente em comparação ao tratamento com antidepressivos de segunda geração (Netz, 2017; Harvey et al, 2017).




Referências:


Dunn, E. W., Aknin, L. B., & Norton, M. I. (2008). Spending money on others promotes happiness. Science, 319(5870), 1687-1688.


Harvey, S. B., Øverland, S., Hatch, S. L., Wessely, S., Mykletun, A., & Hotopf, M. (2017).

Exercise and the prevention of depression: results of the HUNT Cohort Study. American Journal of Psychiatry, 175(1), 28-36.


Holt-Lunstad, J., Smith, T. B., & Layton, J. B. (2010). Social relationships and mortality risk: a meta-analytic review. PLoS medicine, 7(7), e1000316.


Leaviss, J., & Uttley, L. (2015). Psychotherapeutic benefits of compassion-focused therapy: An early systematic review. Psychological medicine, 45(5), 927-945.


Nelson, S. K., Layous, K., Cole, S. W., & Lyubomirsky, S. (2016). Do unto others or treat yourself? The effects of prosocial and self-focused behavior on psychological flourishing. Emotion, 16(6), 850.


Netz, Y. (2017). Is the comparison between exercise and pharmacologic treatment of depression in the clinical practice guideline of the American College of Physicians evidence-based?. Frontiers in pharmacology, 8, 257.

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